Novos Ciclos

Hoje, um novo ciclo se inicia. Dia do meu aniversário e uma ótima oportunidade para executar o que venho planejando e ensaiando ao longo dos últimos anos: compartilhar no meu site idéias, pensamentos e reflexões de maneira mais estruturada e periódica (mas pode chamar de blogueirinho, se quiser). Possivelmente isso virá em vários formatos e tamanhos: textos, poemas, vídeos, imagens, música, sem limitação... afinal, uma das minhas características marcantes é a multiplicidade criativa.

Durante as comemorações de fim de ano, a gente geralmente entra numa maratona de pé-na-jaca e intensa reflexão (uns mais ou tão somente em uma que na outra). Neste fim de ano não foi diferente, apesar de a reflexão ter "pesado" a minha balança (mais precisamente deixou tudo muito mais leve).

Fui com a família para a casa de campo, no cerrado do Centro-Oeste, sem sinal de celular, só contato com a natureza, conversas na cozinha, comida caseira com ingredientes da horta, histórias na varanda ao som dos passarinhos (dos milhares insetos também) e o passar lento do tempo. Meditei muito e profundamente. Apesar da minha rotina sempre diária incluir meditação matinal, foi diferente. Sei lá, eu estava mais conectado espiritualmente.

Não sigo nenhuma religião específica, mas o significado original da palavra, que vem do latim religare, estava ali, na prática, em sua mais pura acepção: “ eligar-se a algo maior". Este algo maior tem, pra mim, e acho que é necessariamente um caminho individual, muitos nomes e significados simultâneos: Deus (todos e um só), energia, universo, virtude, natureza, ancestralidade, família, moral, ethos; tudo que nos dá a perspectiva mais elevada de que não estamos sozinhos e de que o "outro" é parte importante do que nos define, de que formamos, juntos, Um.

Na mesma época fui convidado pela Denise Gustavsen, editora da Casa Cláudia, para conceber um arranjo de Natal, com design, e escrever algo sobre ele para ser publicado no site da revista. O arranjo foi desenvolvido tendo isso como diretriz: conexão, profundidade e simplicidade. O resultado pensado para o Natal, Ano Novo e início de novos ciclos, então, foi este da foto, com o seguinte comentário:

 
 Arranjo de Natal com os cabideiros Pinduh e Manuh para o site da Revista CasaCláudia

Arranjo de Natal com os cabideiros Pinduh e Manuh para o site da Revista CasaCláudia

 
Fim de ano é tempo de simplicidade, tempo de olhar pra dentro e de nos reconectar com as origens; pensei nesse arranjo com ervas e flores do cerrado em torno de alguns folículos com sementes de Xixá, que foi colocado no cabideiro Pinduh, na entrada de casa, para enfeitar, perfumar e proteger.
— Eduardo Borém

 

Pra quem se interessa por plantas, usei Arruda, Alecrim, Hortelã, Aster, Gipsofila, Aspargo Vassourinha, folhas e sementes de Eucalipto e as sementes de Xixá.

Hoje se inicia mais um ciclo de vida. Decidi ser um dia perfeito para refletir, compartilhar e agradecer!

Obrigado a tudo e a todos!


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